Integrar ameaças, exposição e vulnerabilidades em uma leitura municipal que oriente prevenção e futuras intervenções.
Projeto inédito · DPM / SEDEC / MIDR
Índice Nacional de RiscoDo registro
à decisão.
Uma régua municipal, transparente e auditável para compreender onde o risco é maior — e orientar prevenção, investimento e proteção.
- 01RegistroS2iD e séries oficiais
- 02Riscoprobabilidade e consequência
- 03Decisãoprioridade de prevenção
território observado, comparado e atualizado
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Conheça o INR
em 2 minutos
Veja como o Índice Nacional de Risco transforma dados públicos em uma visão comparável do território — apoiando escolhas de prevenção, investimento e proteção.
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Fonte
Atlas Digital de Desastres · S2iD · soma das três tipologias, 1991–2025.
Fonte
Atlas Digital de Desastres · S2iD · soma das três tipologias, 1991–2025.
Fonte
Nota Técnica nº 2/2025 SADJ-VI/CC/PR, conforme apresentação final.
Fonte
IBGE · malha municipal vigente, conforme apresentação final.
01 · O porquê
O Brasil registra desastres.
O próximo passo é medir o risco.
Sabemos, com precisão crescente, onde o desastre já aconteceu. Um índice nacional acrescenta a pergunta que orienta a prevenção: onde ele pode acontecer — e com que força? Riscos diferentes, lidos de forma integrada, viram prioridade de ação antes do desastre.
02 · A missão
Quatro movimentos, uma política contínua
A missão do INR conecta a agenda de Sendai à realidade municipal: compreender o risco, governá-lo, investir em resiliência e aprender com cada ciclo de prevenção, resposta e reconstrução.
Valorizar estudos e projetos de outros órgãos, evitar duplicações e alinhar a atuação do SINPDEC.
Orientar recursos públicos e privados pela evidência, incluindo os efeitos da mudança do clima.
Conectar prevenção, preparação, resposta e recuperação ao princípio de reconstruir melhor.
Prevenção em movimento
Prevenir é uma ação que começa antes.
Três cenas pontuais dão vida a capacidades do INR: ler o território, reduzir a vulnerabilidade e fazer o alerta chegar a tempo.
03 · Mandato e governança
Liderança técnica do DPM.
Governança da SEDEC inteira.
O INR percorre o ciclo completo de proteção e defesa civil. O DPM conduz método e prioridades; a SEDEC e o SINPDEC articulam dados, validação, uso e atualização.
- Estratégiaprevenção, mitigação e adaptação climática
- Coordenaçãoredução de risco e subsídios técnicos e normativos
- MonitoramentoPlano Setorial do Clima e Cadastro Nacional
- Decisãoevidência convertida em critérios de planejamento e investimento
O risco precisa percorrer o ciclo
- 01Prevenção e mitigaçãoagir e investir antes
- 02Preparação e alertapriorizar planos e comunicação
- 03Respostaobservar impactos e direcionar apoio
- 04Recuperaçãorecalibrar e evitar reincidência
O índice tem que estar onde a política pública está — na ponta.
04 · Referências
Princípios comuns.
Nenhuma fórmula pronta.
O estudo comparou produtos decisórios de diferentes escalas. Os sistemas maduros convergem em transparência, decomposição, versionamento e vínculo com a decisão; a adaptação ao Brasil precisa respeitar dados, federalismo, ameaças e governança próprios.
No Brasil, o alicerce existe
Décadas de medição pública séria — o INR conecta o que já funciona:
- ISHÍndice de Segurança Hídrica · ANA
- AdaptaBrasilrisco climático em 9 setores · MCTI
- Alertas Cemaden1.295 municípios monitorados
- Atlas + S2iDa memória nacional dos desastres · SEDEC
- Cartografia SGBsetorização de risco em 1.813 municípios
- Monitor de SecasANA + rede de 40 instituições
- Censo 2022203 milhões de pessoas no mapa · IBGE
- ICMcapacidade municipal medida · SEDEC
No mundo, o caminho foi aberto
Nos EUA existem dezenas de monitoramentos — e ainda assim a agência de proteção civil construiu a sua própria ferramenta: 18 tipologias, risco em dólares por ano, condado a condado, aberta a qualquer cidadão.
- INFORM União Europeia · risco para ação humanitária
- IRBI Indonésia · índice oficial que caiu 18% em 9 anos
- IMRC Colômbia · risco cruzado com capacidade de resposta
- UNDRR GAR, Sendai Monitor e a métrica global do risco
05 · Aprendizados incorporados
15 princípios para evoluir
com evidências.
Oito princípios orientam o desenho do INR; sete lições do Índice de Segurança Hídrica reforçam como transformar conhecimento público em uma métrica viva.
Uso e público vêm antes da fórmula.
Os dois eixos permanecem visíveis e interpretáveis.
Dados, código e resultados intermediários precisam ser publicados.
Perdas e pessoas acompanham a posição relativa.
Capacidade alta não pode apagar risco físico real.
A confiança por componente acompanha a nota.
Forças e oportunidades orientam ação, não punição.
Atualização, consolidação e revisão têm rito próprio.
A unidade territorial precisa corresponder ao problema.
Novas evidências podem entrar sem romper a arquitetura.
Rigor não pode impedir compreensão e repetição.
A métrica amadurece com ciclos técnicos e territoriais.
Intervenções estruturantes precisam aparecer na leitura.
O método deve funcionar de forma consistente no país.
O sistema evolui com novas evidências e tecnologias.
06 · Confiança editorial
Uma nota só vale
se puder ser aberta.
O INR é concebido como sistema público de evidências: cada síntese precisa conservar seus absolutos, percentis, classe de confiança, fontes, versão e sensibilidade.
Regra editorial: nenhuma afirmação técnica entra na versão pública sem fonte, data de referência, recorte territorial e limitação declarada.
07 · Como o INR calculará o risco
Uma equação clara no topo.
Ciência robusta por baixo.
A proposta usa a perda anual esperada como espinha dorsal e explicita o ajuste comunitário. O visitante pode abrir a síntese e enxergar exposição, frequência, histórico de perdas, vulnerabilidade e resiliência.
Explore a lógica da proposta
Mova os controles e observe como a perda anual esperada e o fator comunitário alteram a leitura relativa.
Risco alto
Simulação didática, sem valor classificatório. Pesos, funções e incertezas serão testados, calibrados, validados e publicados com a comunidade técnica e os territórios.
08 · A arquitetura
O gradual orienta.
O anual mostra a mudança.
Duas engrenagens registram ritmos diferentes sem esconder um no outro: a estrutura territorial e aquilo que mudou no ano.
Estruturante · gradual
Perigo de longo prazo, exposição consolidada, vulnerabilidade histórica e resiliência estruturante compõem a linha de base territorial.
Revisão quando houver nova evidência · consolidação quadrienal da trajetória.
Dinâmica · anual
Condições do ano, mudanças na exposição e vulnerabilidade, ações de resiliência e impactos observados mostram a variação recente.
Indicador atualizado anualmente · aferido pelas métricas de risco e pelas ações realizadas.
- 1Medir a linha de base
- 2Atualizar o ano
- 3Comparar métricas
- 4Aferir políticas
- 5Consolidar em 4 anos
O anual mostra o que mudou; o gradual revela se a política está alterando a trajetória estrutural do risco.
09 · Componentes e fontes candidatas
Cada componente já tem
um ponto de partida.
A estratégia começa com o melhor dado nacional disponível e evolui publicamente, versão a versão. Selecione um componente para abrir sua função, bases candidatas e cuidado metodológico.
Componente 01
Exposição
Quem e o que está no caminho do perigo: pessoas, edificações, serviços e ativos.
- Bases candidatas
- Censo 2022 + CNEFE + BATER/IBGE
- Saída esperada
- Pessoas e edificações em áreas de risco
- Cuidado
- Manter valores absolutos ao lado da posição relativa.
10 · Para que serve
Um número que vira decisão
Do gabinete ao território, o mesmo índice alimenta usos diferentes — sempre a serviço da prevenção.
Passe pelos nós para acompanhar cada conexão.
- Orientar ações de prevenção e obras
- Racionalizar investimentos públicos
- Apoiar estados e municípios na priorização
- Ampliar o uso de pesquisas existentes e revelar lacunas
- Fortalecer redes de pesquisa por tipologia
- Sustentar políticas públicas e planos
- Abrir caminho para seguros e transferência de risco
- Melhorar a comunicação de risco com a sociedade
11 · O caminho
INR v1.0 em 24 meses.
COBRADE integral em 48.
Role a página para percorrer as quatro entregas planejadas na apresentação final.
- 0–6
Estruturação
Benchmarking, diagnóstico S2iD/Atlas, arquitetura da plataforma e grupos temáticos.
- 7–12
Modelagem
Perda anual esperada, exposição harmonizada, módulo territorial e primeiro ciclo técnico.
- 13–24
Entrega do INR v1.0
Índice integrado e validado, dados abertos, documentação, API pública e 5.570 municípios.
- 25–48
Extensão COBRADE
Ampliação para ameaças meteorológicas, fogo, erosão, biológicas e tecnológicas.
12 · Construído a muitas mãos
Uma constelação de instituições
O INR federa quem já produz conhecimento sobre o território — e devolve a cada parceiro uma leitura nacional que nenhum deles teria sozinho.
A rede se movimenta; a SEDEC/MIDR permanece como âncora institucional.
…e, no centro de tudo, os municípios: o índice será calibrado com quem vive o território e integrado ao cadastro e ao acesso a recursos de prevenção.
13 · Compromissos e próximos passos
O que o INR será —
e o que ele não será.
A proposta assume limites claros: o índice apoia triagem, planejamento e investimento; não substitui conhecimento local, projetos de engenharia nem decisão pública responsável.
Cinco passos para formalizar o TED 1
- 01Validar o desenho dos TEDs
Alinhar internamente escopo, entregas e governança.
- 02Alinhar a coordenação técnica
Definir a articulação com UnB/CIP e instituições parceiras.
- 03Confirmar o orçamento
Detalhar a programação por exercício conforme a proposta.
- 04Garantir acesso ao S2iD
Formalizar dados, perfis, segurança e rastreabilidade.
- 05Submeter o TED 1
Consolidar plano de trabalho, acordos de dados e rito de acompanhamento.
O INR será
- régua municipal comparável para 5.570 municípios
- sistema de evidências com nota-síntese aberta
- produto oficial, público, auditável e versionado
- triagem para investimento, apoio técnico e cadastro
- ponte para seguros e proteção financeira
- alinhado a Sendai, PNPDEC e Plano Clima
- métrica viva, com clima futuro e revisão contínua
O INR não será
- piloto automático de repasses
- substituto de estudos locais e projetos de engenharia
- ranking punitivo de municípios
- caixa-preta de fórmula única
- concorrente de ISH, AdaptaBrasil ou Atlas
- versão final e imutável
- restrito somente aos riscos naturais
Um Brasil mais preparado
começa pelo conhecimento do risco.
Medir para priorizar. Priorizar para proteger.
Prevenção · Conhecimento · Planejamento · Proteção
Rever a decisão necessáriaSecretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil · Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional