Projeto inédito · DPM / SEDEC / MIDR

Índice Nacional de RiscoDo registro
à decisão.

Uma régua municipal, transparente e auditável para compreender onde o risco é maior — e orientar prevenção, investimento e proteção.

público federado auditável

Assista à visão do projeto

Conheça o INR
em 2 minutos

Veja como o Índice Nacional de Risco transforma dados públicos em uma visão comparável do território — apoiando escolhas de prevenção, investimento e proteção.

  • 2 min 16 s
  • Vídeo institucional
  • Áudio em português
Abrir o vídeo em uma nova guia

Mapa iluminado do Brasil representando dados territoriais de risco
27.209 registros oficiais de inundações, enxurradas e deslizamentos entre 1991 e 2025
Fonte

Atlas Digital de Desastres · S2iD · soma das três tipologias, 1991–2025.

4.480 vidas perdidas nessas três tipologias no mesmo período
Fonte

Atlas Digital de Desastres · S2iD · soma das três tipologias, 1991–2025.

2.086 municípios na lista prioritária da Casa Civil da Presidência
Fonte

Nota Técnica nº 2/2025 SADJ-VI/CC/PR, conforme apresentação final.

5.570 municípios que precisam de uma régua única e comparável
Fonte

IBGE · malha municipal vigente, conforme apresentação final.

01 · O porquê

O Brasil registra desastres.
O próximo passo é medir o risco.

Sabemos, com precisão crescente, onde o desastre já aconteceu. Um índice nacional acrescenta a pergunta que orienta a prevenção: onde ele pode acontecer — e com que força? Riscos diferentes, lidos de forma integrada, viram prioridade de ação antes do desastre.

Passe pelos cartões: cada tipologia acende uma região do território. (ilustrativo)

02 · A missão

Quatro movimentos, uma política contínua

A missão do INR conecta a agenda de Sendai à realidade municipal: compreender o risco, governá-lo, investir em resiliência e aprender com cada ciclo de prevenção, resposta e reconstrução.

Compreender o risco

Integrar ameaças, exposição e vulnerabilidades em uma leitura municipal que oriente prevenção e futuras intervenções.

Fortalecer a governança

Valorizar estudos e projetos de outros órgãos, evitar duplicações e alinhar a atuação do SINPDEC.

Investir em resiliência

Orientar recursos públicos e privados pela evidência, incluindo os efeitos da mudança do clima.

Preparar e reconstruir melhor

Conectar prevenção, preparação, resposta e recuperação ao princípio de reconstruir melhor.

Prevenção em movimento

Prevenir é uma ação que começa antes.

Três cenas pontuais dão vida a capacidades do INR: ler o território, reduzir a vulnerabilidade e fazer o alerta chegar a tempo.

01 · Mapear e sinalizarLer o terreno antes que ele se mova.fissura identificada · rota segura indicada
02 · Mitigar e restaurarDevolver espaço e força à água.fluxo liberado · margem estabilizada
03 · Monitorar e alertarFazer o alerta chegar antes.sensor ativo · território observado

03 · Mandato e governança

Liderança técnica do DPM.
Governança da SEDEC inteira.

O INR percorre o ciclo completo de proteção e defesa civil. O DPM conduz método e prioridades; a SEDEC e o SINPDEC articulam dados, validação, uso e atualização.

DPMmétodo + prioridadesSEDECgovernança + SINPDEC
  • Estratégiaprevenção, mitigação e adaptação climática
  • Coordenaçãoredução de risco e subsídios técnicos e normativos
  • MonitoramentoPlano Setorial do Clima e Cadastro Nacional
  • Decisãoevidência convertida em critérios de planejamento e investimento

O risco precisa percorrer o ciclo

  1. 01Prevenção e mitigaçãoagir e investir antes
  2. 02Preparação e alertapriorizar planos e comunicação
  3. 03Respostaobservar impactos e direcionar apoio
  4. 04Recuperaçãorecalibrar e evitar reincidência

O índice tem que estar onde a política pública está — na ponta.

Feito na escala de quem decide: o município.

04 · Referências

Princípios comuns.
Nenhuma fórmula pronta.

O estudo comparou produtos decisórios de diferentes escalas. Os sistemas maduros convergem em transparência, decomposição, versionamento e vínculo com a decisão; a adaptação ao Brasil precisa respeitar dados, federalismo, ameaças e governança próprios.

81produtos decisórios
30+países e regiões
14casos aprofundados
13iniciativas brasileiras
Índice territorial comparávelcompara territórios e abre a nota por componente
Perfil nacional por cenárioscaptura choques raros, sistêmicos e em cascata
Atlas ou plataforma interoperávelpreserva camadas por ameaça, ativo e consequência

No Brasil, o alicerce existe

Décadas de medição pública séria — o INR conecta o que já funciona:

  • ISHÍndice de Segurança Hídrica · ANA
  • AdaptaBrasilrisco climático em 9 setores · MCTI
  • Alertas Cemaden1.295 municípios monitorados
  • Atlas + S2iDa memória nacional dos desastres · SEDEC
  • Cartografia SGBsetorização de risco em 1.813 municípios
  • Monitor de SecasANA + rede de 40 instituições
  • Censo 2022203 milhões de pessoas no mapa · IBGE
  • ICMcapacidade municipal medida · SEDEC

No mundo, o caminho foi aberto

Referência principal National Risk Index · FEMA (EUA)

Nos EUA existem dezenas de monitoramentos — e ainda assim a agência de proteção civil construiu a sua própria ferramenta: 18 tipologias, risco em dólares por ano, condado a condado, aberta a qualquer cidadão.

  • INFORM União Europeia · risco para ação humanitária
  • IRBI Indonésia · índice oficial que caiu 18% em 9 anos
  • IMRC Colômbia · risco cruzado com capacidade de resposta
  • UNDRR GAR, Sendai Monitor e a métrica global do risco
Referênciaadaptação brasileiradecisão pública

05 · Aprendizados incorporados

15 princípios para evoluir
com evidências.

Oito princípios orientam o desenho do INR; sete lições do Índice de Segurança Hídrica reforçam como transformar conhecimento público em uma métrica viva.

01Nascer ligado à decisão

Uso e público vêm antes da fórmula.

02Risco não é capacidade

Os dois eixos permanecem visíveis e interpretáveis.

03Camadas abertas

Dados, código e resultados intermediários precisam ser publicados.

04Absolutos e percentis

Perdas e pessoas acompanham a posição relativa.

05Sem compensação indevida

Capacidade alta não pode apagar risco físico real.

06Incerteza como produto

A confiança por componente acompanha a nota.

07Comunicação construtiva

Forças e oportunidades orientam ação, não punição.

08Política continuada

Atualização, consolidação e revisão têm rito próprio.

09Escala certa

A unidade territorial precisa corresponder ao problema.

10Incertezas incorporáveis

Novas evidências podem entrar sem romper a arquitetura.

11Complexo, mas reproduzível

Rigor não pode impedir compreensão e repetição.

12Testar, calibrar, validar

A métrica amadurece com ciclos técnicos e territoriais.

13Sensível às ações

Intervenções estruturantes precisam aparecer na leitura.

14Padrão e replicabilidade

O método deve funcionar de forma consistente no país.

15Métrica viva

O sistema evolui com novas evidências e tecnologias.

06 · Confiança editorial

Uma nota só vale
se puder ser aberta.

O INR é concebido como sistema público de evidências: cada síntese precisa conservar seus absolutos, percentis, classe de confiança, fontes, versão e sensibilidade.

01 · OrigemQuem produziu?órgão, base e responsável
02 · CamadaO que representa?território, período e unidade
03 · QualidadeQuão confiável?classe A–D e limitações
04 · VersãoQuando mudou?data, método e sensibilidade
05 · UsoQual decisão apoia?sem automatizar o juízo público

Regra editorial: nenhuma afirmação técnica entra na versão pública sem fonte, data de referência, recorte territorial e limitação declarada.

07 · Como o INR calculará o risco

Uma equação clara no topo.
Ciência robusta por baixo.

A proposta usa a perda anual esperada como espinha dorsal e explicita o ajuste comunitário. O visitante pode abrir a síntese e enxergar exposição, frequência, histórico de perdas, vulnerabilidade e resiliência.

resultadoRiscoterritório × ameaça
métrica absolutaPerda anual esperadaEAL · em reais
ajuste comunitárioFator de riscovulnerabilidade ÷ resiliência
EALExposiçãoFrequência anualizadaRazão de perda histórica

Explore a lógica da proposta

Mova os controles e observe como a perda anual esperada e o fator comunitário alteram a leitura relativa.

Risco alto

Simulação didática, sem valor classificatório. Pesos, funções e incertezas serão testados, calibrados, validados e publicados com a comunidade técnica e os territórios.

08 · A arquitetura

O gradual orienta.
O anual mostra a mudança.

Duas engrenagens registram ritmos diferentes sem esconder um no outro: a estrutura territorial e aquilo que mudou no ano.

Estruturante · gradual

Perigo de longo prazo, exposição consolidada, vulnerabilidade histórica e resiliência estruturante compõem a linha de base territorial.

Revisão quando houver nova evidência · consolidação quadrienal da trajetória.

Dinâmica · anual

Condições do ano, mudanças na exposição e vulnerabilidade, ações de resiliência e impactos observados mostram a variação recente.

Indicador atualizado anualmente · aferido pelas métricas de risco e pelas ações realizadas.

  1. 1Medir a linha de base
  2. 2Atualizar o ano
  3. 3Comparar métricas
  4. 4Aferir políticas
  5. 5Consolidar em 4 anos

O anual mostra o que mudou; o gradual revela se a política está alterando a trajetória estrutural do risco.

09 · Componentes e fontes candidatas

Cada componente já tem
um ponto de partida.

A estratégia começa com o melhor dado nacional disponível e evolui publicamente, versão a versão. Selecione um componente para abrir sua função, bases candidatas e cuidado metodológico.

Componente 01

Exposição

Quem e o que está no caminho do perigo: pessoas, edificações, serviços e ativos.

Bases candidatas
Censo 2022 + CNEFE + BATER/IBGE
Saída esperada
Pessoas e edificações em áreas de risco
Cuidado
Manter valores absolutos ao lado da posição relativa.

10 · Para que serve

Um número que vira decisão

Do gabinete ao território, o mesmo índice alimenta usos diferentes — sempre a serviço da prevenção.

Passe pelos nós para acompanhar cada conexão.

  • Orientar ações de prevenção e obras
  • Racionalizar investimentos públicos
  • Apoiar estados e municípios na priorização
  • Ampliar o uso de pesquisas existentes e revelar lacunas
  • Fortalecer redes de pesquisa por tipologia
  • Sustentar políticas públicas e planos
  • Abrir caminho para seguros e transferência de risco
  • Melhorar a comunicação de risco com a sociedade

11 · O caminho

INR v1.0 em 24 meses.
COBRADE integral em 48.

Role a página para percorrer as quatro entregas planejadas na apresentação final.

  1. 0–6

    Estruturação

    Benchmarking, diagnóstico S2iD/Atlas, arquitetura da plataforma e grupos temáticos.

  2. 7–12

    Modelagem

    Perda anual esperada, exposição harmonizada, módulo territorial e primeiro ciclo técnico.

  3. 13–24

    Entrega do INR v1.0

    Índice integrado e validado, dados abertos, documentação, API pública e 5.570 municípios.

  4. 25–48

    Extensão COBRADE

    Ampliação para ameaças meteorológicas, fogo, erosão, biológicas e tecnológicas.

12 · Construído a muitas mãos

Uma constelação de instituições

O INR federa quem já produz conhecimento sobre o território — e devolve a cada parceiro uma leitura nacional que nenhum deles teria sozinho.

A rede se movimenta; a SEDEC/MIDR permanece como âncora institucional.

…e, no centro de tudo, os municípios: o índice será calibrado com quem vive o território e integrado ao cadastro e ao acesso a recursos de prevenção.

13 · Compromissos e próximos passos

O que o INR será —
e o que ele não será.

A proposta assume limites claros: o índice apoia triagem, planejamento e investimento; não substitui conhecimento local, projetos de engenharia nem decisão pública responsável.

Cinco passos para formalizar o TED 1

  1. 01
    Validar o desenho dos TEDs

    Alinhar internamente escopo, entregas e governança.

  2. 02
    Alinhar a coordenação técnica

    Definir a articulação com UnB/CIP e instituições parceiras.

  3. 03
    Confirmar o orçamento

    Detalhar a programação por exercício conforme a proposta.

  4. 04
    Garantir acesso ao S2iD

    Formalizar dados, perfis, segurança e rastreabilidade.

  5. 05
    Submeter o TED 1

    Consolidar plano de trabalho, acordos de dados e rito de acompanhamento.

O INR será

  • régua municipal comparável para 5.570 municípios
  • sistema de evidências com nota-síntese aberta
  • produto oficial, público, auditável e versionado
  • triagem para investimento, apoio técnico e cadastro
  • ponte para seguros e proteção financeira
  • alinhado a Sendai, PNPDEC e Plano Clima
  • métrica viva, com clima futuro e revisão contínua

O INR não será

  • piloto automático de repasses
  • substituto de estudos locais e projetos de engenharia
  • ranking punitivo de municípios
  • caixa-preta de fórmula única
  • concorrente de ISH, AdaptaBrasil ou Atlas
  • versão final e imutável
  • restrito somente aos riscos naturais
EntregaINR integradoclassificado e validado com análise de incerteza
AberturaDados e métodolaboratório analítico, documentação e API pública
Escala5.570 municípiosleitura nacional e transferência institucional à SEDEC
ContinuidadeVersões públicasatualização periódica, aprendizado e expansão COBRADE
Selo do Índice Nacional de Riscos

Um Brasil mais preparado
começa pelo conhecimento do risco.

Medir para priorizar. Priorizar para proteger.

Prevenção · Conhecimento · Planejamento · Proteção

Rever a decisão necessária

Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil · Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional